sexta-feira, 23 de maio de 2008

A INFORMÁTICA E A MATEMÁTICA

Porquê tanta discussão entre os matemáticos e informáticos?

Hoje estive a reflectir sobre a questão que coloco acima, não sei se é assim em muitas universidades ou outros
locais de estudo, mas em minha faculdade (ISCED-Lubango) frequentemente os matemáticos e informáticos navegam numa onda turbulenta discutindo que ciência ou área é mais importante? Cada um puxa para seu lado, os matemáticos dizem que sem a matemática a informática não existe e os informáticos defendem-se que a informática actua em todas as áreas da vida. Mas já vimos muita gente, até estudantes universitários dos cursos de matemática a perguntarem-se onde aplicavam-se determinados conhecimentos matemáticos, e resposta é simples: Na informática.

A informática como tal sempre dependeu de algoritmos e sabe-se que a matemática sempre produziu algoritmos. Mas, ao lado do desenvolvimento da Matemática, sempre se dirigindo a uma abstracção cada vez maior, sempre procurando resultados gerais e independentes de casos particulares, o homem sempre sonhou com máquinas que realizassem cálculos e lidassem com operações e informações, de forma automática e veloz e máquinas que realizam cálculos mais rápidos que o homem, já existem a séculos antes de Cristo (exemplo o Àbaco).

Logo surge o computador não só como uma máquina mais veloz e automática, reduzindo o tempo que se levaria a realizar determinadas tarefas, mas também como solução a problemas de matemática ainda não resolvidos, um destes problemas, a título de exemplo é o aprendizado da própria matemática, que antes da existência do computador era “complexa”, mas agora as crianças frente a um computador estão aprendendo sozinhas a sua própria velocidade e chegam a escola com um nível matemático muito alto, e outros tantos problemas que qualquer matemático ou informático sabe, e que nem adianta menciona-los aquí.

Portanto, no meu pobre ponto de vista sem a matemática, a informática não existiria, mas isto não quer dizer que a matemática é a mãe da informática, mas podemos afirmar que é uma irmã mais velha, dando toda sua experiência e maturidade a informática. Por isso ouso em dizer que: “Nós, os informáticos ou a informática devemos toda a nossa existência a matemática, mas a matemática deve-nos toda a sua realização mais abstracta e concreta”

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